Na OEA, Venezuela desafia EUA a “enviar marines” ao país e promete “resposta esmagadora”

por Pedro Marin | Revista opera

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(Foto: ANDES/Micaela Ayala V.)

A tensão entre as representações dos Estados Unidos e Venezuela cresceu na última terça-feira (20) durante uma reunião da Organização dos Estados Americanos, após o vice-secretário de Estado norte-americano, John Sullivan, dizer que as declarações da chanceler venezuelana Delcy Rodriguez contra uma resolução proposta pelos EUA para o país “podem ser resumidas em três palavras: distrações, distorções e irrelevâncias.”

A Ministra de Relações Exteriores da Venezuela havia declarado que os Estados Unidos buscavam intervir no país para tomar suas reservas de petróleo, e disse que a proposta norte-americana de criar um “grupo de contato” para mediar a situação venezuelana é “completamente inútil e desnecessária.”

A chanceler elevou o tom, no entanto, após a declaração de Sullivan. “Eu penso que a única forma deles [EUA] imporem sua vontade é com seus Marines, que encontrariam uma resposta esmagadora se tivessem o atrevimento”, respondeu Rodriguez, atacando também o Peru, ao dizer que o país se comporta como um “cachorrinho do imperialismo”, e a Costa Rica, ao chamar seu chanceler de “analfabeto político que não sabe nada sobre a Venezuela”, por terem apoiado a proposta norte-americana.

Grupo de Contato

A resolução proposta pelos Estados Unidos na OEA consiste na criação de um “grupo de contato” de mediadores a serem enviados à Venezuela em meio à crise política e econômica que o país atravessa. A resolução não passou, mas o vice-secretário de Estado planeja levá-la para a Assembleia Geral da Organização, que também ocorrerá nesta semana, onde ela só precisa de 18 votos para ser aprovada.

A chanceler venezuelana, no entanto, já declarou que a resolução não será aceita pelo país, já que a Venezuela está em meio a processo de saída da OEA.