Presidente sul-coreano diz que evitará guerra com Norte “a qualquer custo”

por Pedro Marin | Revista Opera

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(Foto: Stefan Krasowski)

O presidente sul-coreano Moon Jae-in declarou nesta quinta-feira (17) que evitará uma guerra com a Coreia do Norte a qualquer custo.

“Eu quero que todos os sul-coreanos acreditem, com confiança, que não haverá uma guerra”, disse o presidente em uma coletiva de imprensa que marca seu 100º dia à frente da presidência do país, dizendo que a Coreia do Sul tem o poder de vetar qualquer ação militar dos Estados Unidos contra a República Popular Democrática da Coreia (RPDC).

De acordo com o líder sul-coreano, Washington prometeu que “seja qual for a opção que tomarem sobre a Coreia do Norte, todas as decisões serão feitas após uma consulta e a concordância da República da Coreia.”

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As declarações do presidente sul-coreano, eleito com uma plataforma que sinalizava uma política de retomada de conversas com o Norte, são feitas uma semana após o presidente norte-americano Donald Trump prometer responder a um ataque por parte da Coreia do Norte com “fogo e fúria.” “Todos os sul-coreanos trabalharam muito firmemente para reconstruir o país das ruínas da Guerra da Coreia. Nós não podemos perder tudo com outra guerra”, completou Jae-in.

Confusão

No que se refere à política norte-americana para a Coreia do Norte, os últimos dias foram marcados pela confusão. Em uma entrevista publicada ontem (16), o estrategista-chefe de Donald Trump, Stephen Bannon, disse que os Estados Unidos consideram a possibilidade de retirar suas 28 mil tropas da Coreia do Sul em troca de uma paralisação no programa nuclear da RPDC.

O presidente do Estado-Maior Conjunto, General Joseph F. Dunford, por outro lado, negou que tal possibilidade de fato exista. “Nós temos uma compromisso e aliança de longa duração com a Coreia do Sul. Eu não estive envolvido em qualquer discussão no que se refere a reduzir ou remover nossa presença da Coreia do Sul. Se isso foi dito, eu não sei de nada”, disse o General ao final de uma visita à China que teve como objetivo pressionar o governo chinês a tomar medidas mais duras contra a Coreia, na qual reafirmou a disposição dos Estados Unidos de levar a cabo ações militares.