China é responsável por 78% da redução da pobreza mundial

por John Ross* | Learning from China - Tradução de Gabriel Deslandes

0
3263

O maior problema enfrentado pela esmagadora maioria das pessoas no mundo é pobreza e a desigualdade de renda. Esta é, literalmente, uma questão de vida e morte. Uma pessoa residente em um país de baixa renda, de acordo com os padrões do Banco Mundial, vive apenas 62 anos, em comparação com a média de 81 anos em uma economia de renda alta – uma diferença de 19 anos. Além de viver uma vida muito mais curta, uma pessoa que vive na pobreza enfrenta poucas escolhas reais.

Por esta razão, a mais importante colaboradora para a promoção do bem-estar humano mundial é, de longe, a China. Como mostrado no gráfico abaixo, desde 1981, a China retirou 853 milhões de pessoas da linha da pobreza – 78% da redução do número de pessoas que vivem na pobreza no mundo.

A China retirou sete vezes mais pessoas da linha da pobreza que a Índia, sete vezes mais pessoas que a Indonésia, 20 vezes mais pessoas que a América Latina, e 85 vezes mais pessoas que a África subsaariana.

A vida desses 852 milhões de seres humanos foi amplamente melhorada e suas possibilidades reais de escolha na vida se expandiram enormemente. Esse fenômeno contribuiu muito mais para o bem-estar da humanidade do que a absurda definição ocidental de direitos humanos.

Peça a um ser humano normal na China para escolher se preferiria viver na pobreza, mas ter o direito de usar o Facebook (a não ser que ele não esteja em situação real de miséria, ele nem sequer poderá comprar um computador!), ou se ele preferiria ser retirado da pobreza, mas não poder usar o Facebook. Logo, você irá entender por que a definição do Ocidente para “direitos humanos”[1] é uma grande piada.

E o mesmo se aplica à população de outros países em desenvolvimento. Pergunte a alguém se é mais importante viver 19 anos ou poder usar o Facebook, e você verá de novo como a definição ocidental de direitos humanos é uma farsa!

Algumas pessoas querem discutir se a China é capitalista ou socialista. Essa é uma discussão teórica útil. É uma questão facilmente resolvida, observando que, se fosse o capitalismo que tirasse as pessoas da pobreza, sua grande redução teria ocorrido em todos os países capitalistas – e não na China socialista. Porém, mesmo aqueles que acreditam erroneamente que a China é capitalista, devem reconhecer que as conquistas do país na redução da pobreza a tornam superior a qualquer modelo capitalista ocidental.

E há aqueles na esquerda ocidental querem se opor à China ou menosprezar suas conquistas. Eles simplesmente mostram o quanto estão fora de contato com o que o socialismo realmente significa – que é melhorar a vida dos seres humanos.

A China retirou da pobreza mais pessoas do que toda a população da União Européia e do que todo o continente latino-americano. A redução da pobreza em outros países é atenuada pelo que foi alcançado na China. A esquerda em todo o mundo deveria estar comemorando a mais gigantesca de todas as contribuições para o bem-estar humano promovida pela China. E eles deveriam procurar aprender com o modelo econômico que levou a uma melhora tão gigantesca no bem-estar da humanidade.

*John Ross é “Senior Fellow” do Instituto para Estudos Financeiros Chongyang, da Universidade de Renmin da China. 


Nota técnica: A definição de pobreza do Banco Mundial é um consumo de US$ 1,90 por dia aos preços de 2011, medidos em preços comparáveis internacionalmente – Paridade de Poder de Compra (PPC).

Fontes:

[1] – http://www.learningfromchina.net/blog/why-the-western-definition-of-human-rights-is-an-absurd-fraud

[2] – http://www.learningfromchina.net/deng-xiaoping—the-worlds-greatest-economist.html