Síria: Assad acusa ocidente de patrocínio a terroristas

via Almasdar

0
182

O presidente da Síria Bashar al-Assad culpou líderes de alguns estados ocidentais pelo problema do terrorismo e dos refugiados enfrentado pela Europa.

Durante um encontro neste domingo com uma delegação do Parlamento Europeu, liderada pelo vice-presidente do Comitê Parlamentar de Assuntos Exteriores, Javier Couso, Assad discutiu a situação na Síria, a guerra terrorista travada no país e o crescente impacto destrutivo do terrorismo espalhado pelo mundo.

Assad disse que o que está acontecendo na Síria e na região afetaria gravemente a Europa, devido à proximidade geográfica das regiões e à comunicação ‘intercultural’.

Ele culpou líderes de estados ocidentais pelos problemas do terrorismo e extremismo e pelo fluxo de refugiados enfrentado atualmente pela Europa, por ir contra os interesses dos povos desses estados. O Presidente sírio acusou-os de promoverem ‘cobertura política’ e suporte a organizações terroristas na Síria.

Assad disse também que os parlamentares europeus podem ter um papel decisivo para corrigir as políticas erradas de seus governos, que têm levado o terrorismo a piorar as condições de vida do povo sírio devido a bloqueios econômicos que foram impostos ao país, forçando muitos sírios a deixarem o país em busca de refúgio em outros lugares.

Por parte dos parlamentares, os membros da delegação disseram que testemunharam o sofrimento do povo sírio em primeira mão durante visita ao país, e que poderiam criar efeitos de esforços para corrigir as políticas dos governos europeus, pressionando-os a retirarem as sanções.

Os parlamentares europeus afirmaram ainda que é necessário manter a soberania da Síria ‘intacta’, destacando que os sírios devem decidir o futuro de seu país sem que haja intervenção estrangeira.

Em 27 de março, Bashar al-Assad recebeu uma delegação francesa incluindo parlamentares, intelectuais, pesquisadores e jornalistas, e disse durante o encontro que tais visitas, na qual todas estas ‘figuras’ inspecionam em primeira mão a situação do país, podem ser úteis para corrigir as ‘políticas erradas’ de alguns governos, incluindo o da França, frente ao que está acontecendo na Síria.