Evidências dos EUA contra a Rússia no vazamento de emails do Comitê Democrata são circunstanciais, diz Assange

por Pedro Marin | Revista Opera

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(Foto: Cancillería de Ecuador)

Ofundador do WikiLeaks, Julian Assange, disse nesta semana, durante entrevista à rede russa de televisão RT, que acredita que as evidências dos Estados Unidos de que a Rússia estaria envolvida no vazamento de cerca de 20 mil emails do Comitê Democrata são “circunstanciais.”

“Há evidências circunstanciais de que um russo estaria envolvido – ou há evidência de que alguém queria fazer parecer que um russo estava envolvido”, disse Assange, que declarou também que há uma distinção entre os emails que foram vazados do Comitê e os que foram publicados pelo WikiLeaks. “Na imprensa americana tem havido uma junção entre o DNCLeaks – que é o que temos publicado – e as invasões ao Comitê Democrata, que têm ocorrido nos últimos dois anos, como eles próprios admitem, diversas vezes.”

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Os emails vazados do Comitê Democrata sugeriam um conluio entre funcionários para prejudicar a campanha do ex-candidato democrata à presidência, Bernie Sanders, e levaram à renúncia de diversos representantes do partido, incluindo da presidente do Comitê Democrata, Debbie Wasserman.

No último domingo (31), a candidata democrata à presidência, Hillary Clinton, disse que serviços de inteligência russos estavam por trás do vazamento. “Nós sabemos que serviços de inteligência russos invadiram [os computadores da] Convenção Nacional Democrata e nós sabemos que eles arranjaram para que muitos destes emails fossem vazados, e nós sabemos que Donald Trump tem demonstrado uma preocupante boa vontade em apoiar Putin”, disse a candidata durante entrevista à rede Fox News.

A declaração levou a uma resposta por parte do porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov, que negou as acusações dizendo que não havia “nada de concreto” que as provassem. “Neste caso, eles estão tentando camuflar parte de suas próprias tramoias demonizando a Rússia. Consideramos isso errado”, disse Peskov na ocasião.