(Foto: Justin McIntosh)

O Comitê Palestino de Assuntos Prisionais disse nesta terça-feira (16) que as forças de Israel prenderam 560 crianças palestinas em 2016.

Os dados foram confirmados por Issa Qaraqe, líder do Comitê, durante uma conversa com famílias das crianças detidas nesta terça-feira. Ele também disse que pelo menos 110 menores estão em cárcere em prisões israelenses e 60 estão em prisão domiciliar mesmo após terem sido liberadas pelas autoridades sionistas. O líder do Comitê de Jerusalém para Famílias de prisioneiros, Amjad Abu Asab, ressaltou que a maioria das crianças detidas foram espancadas, feridas e tiveram o direito de ter um familiar presente durante um interrogatório negado, e terminou acrescentando que as crianças prisioneiras são mantidas sob intensa pressão psicológica.

O pai de Zayd al-Husseni, uma das crianças detidas, disse que seu filho foi “espancado monstruosamente enquanto soldados israelenses revistavam sua casa com cachorros”. O pai de Majd Saaeda, outra criança detida que entrou em coma na cadeia israelense de Megiddo, pediu que organizações internacionais de direitos humanos interfiram imediatamente e salvem a vida de seu filho e liberem todas as crianças mantidas em detenções israelenses.

Mais de 7.000 palestinos, entre eles 350 crianças, estão detidos e distribuídos entre 17 prisões israelenses. Muitos dos detidos são mantidos sob a chamada “detenção administrativa”, uma espécie de aprisionamento sem triagem ou acusação, e que permite que Israel encarcere palestinos por mais de seis meses.