EUA diz que teste de míssil pela Coreia do Norte é “grave ameaça” à segurança nacional

por Pedro Marin | Revista Opera

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(Foto: KCNA)

O Departamento de Defesa dos Estados Unidos condenou nesta segunda-feira (13) o lançamento de um míssil de médio-longo alcance pela República Popular Democrática da Coreia (RPDC), considerando-o uma “grave ameaça” à sua segurança nacional.

“Nós somos capazes de nos defender de um ataque de míssil balístico da Coreia do Norte e tomaremos todas as medidas necessárias para deter e impedir as ameaças para os territórios e cidadãos de nosso país e de nossos aliados”, disse o porta-voz do Pentágono, Capitão Jeff Davis.

Os governos dos Estados Unidos, Japão e Coreia do Sul requisitaram a realização de uma reunião de emergência no Conselho de Segurança da ONU, que deve ocorrer na noite desta segunda-feira.

Enquanto isso, a Rússia também condenou o lançamento, mas pediu por calma. “Nós entendemos o teste de míssil da Coreia do Norte, realizado no dia 12 de fevereiro deste ano, como mais um desafiante desprezo pelos requerimentos das resoluções do Conselho de Segurança da ONU. Isso só causa preocupação e remorso”, disse o Ministério de Relações Exteriores da Rússia. “Nas atuais condições, nós pedimos que todas as partes preocupadas que exerçam a calma, se distanciando de ações que possam aumentar a tensão”, completou o Kremlin, dizendo que a solução para a questão só pode ser alcançada “por meio do meios políticos e diplomáticos”.

A China também se disse “preocupada” com o lançamento do míssil, e disse que “todos os lados devem se conter e em conjunto manter a paz e segurança regional”.

Pukguksong-2

O novo míssil, chamado Pukguksong-2, foi lançado no último domingo (12), percorrendo uma distância de quase 500km em direção ao Mar da China. De acordo com a agência de notícias norte-coreana KCNA, alguns dos objetivos do lançamento eram testar a capacidade do míssil de evitar interceptações e um novo motor movido a combustível sólido. A agência informou que o teste, que foi supervisionado pelo líder norte-coreano Kim Jong Un, foi um sucesso.