Assessor de Trump renuncia por ligações com embaixador russo

por Pedro Marin | Revista Opera

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(Foto: Departamento de Defesa dos EUA / Erin A. Kirk-Cuomo)

O assessor de Segurança Nacional do governo Trump, General Michael Flynn, renunciou na noite de ontem (13) em meio a um escândalo em razão de ligações feitas ao embaixador russo nos EUA, Sergey I. Kislak.

A renúncia, que representa a primeira baixa do governo Trump desde que o republicano assumiu há um mês, foi motivada pelo fato de Flynn não ter dado todas as informações referentes às suas conversas com o embaixador ao vice-presidente norte-americano Mike Pence.

Flynn teria dito a Pence que não havia discutido de forma substantiva a questão das sanções contra a Rússia com o embaixador, mas na última segunda-feira um ex-oficial do governo afirmou que o Departamento de Justiça havia avisado a Casa Branca sobre o conteúdo de uma conversa entre Flynn e o embaixador realizada em dezembro, na qual o tema teria sido discutido, e que temia que o assessor estivesse “vulnerável” a chantagens por parte de Moscou.

“No curso de meus deveres como novo Assessor de Segurança Nacional, eu tive inúmeras ligações telefônicas com representantes estrangeiros, ministros e embaixadores”, disse Flynn em sua carta de renúncia. “Essas ligações tinham como objetivo de facilitar uma transição suave e para que começássemos a construir as relações necessárias entre o Presidente, seus assessores e líderes estrangeiros. Essas ligações são prática comum em qualquer transição desta magnitude. Infelizmente, por conta do ritmo acelerado dos eventos, eu inadvertidamente dei ao vice-presidente e outros informações incompletas em relação às ligações com o embaixador russo”, completou.

Carreira

Michael Thomas Flynn, de 59 anos, foi um General do Exército dos Estados Unidos, e serviu como Diretor da Agência de Inteligência de Defesa do país durante o governo Obama. Após sua demissão, fez críticas à administração Obama e à então Secretária de Estado, Hillary Clinton, pelo papel desempenhado pelo país no combate ao Estado Islâmico. Ele acusava a estratégia norte-americana na Síria de fortificar o grupo terrorista, e defendia a parceria entre Rússia, EUA e União Europeia na luta contra o grupo.