Sentença de 1 ano e meio para soldado israelense que assassinou palestino é “inaceitável”, diz ONU

por Pedro Marin | Revista Opera*

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(Foto: Zev Marmorstein / Unidade de porta-voz das Forças de Defesa de Israel)

O Escritório de Direitos da Organização das Nações Unidas (ONU) condenou nesta sexta-feira (24) a sentença dada na última terça-feira ao sargento israelense Elor Azaria após o militar ter assassinado o palestino Abed al-Fattah al-Sharif, em março do ano passado.

“Nós estamos profundamente perturbados pela sentença complacente dada pela Corte Militar de Tel Aviv a um soldado israelense condenado por matar ilegalmente um palestino ferido”, disse a porta-voz do Escritório de Direitos Humanos da ONU, Ravina Shamdasani, dizendo que a ação de Azaria foi “um aparente assassinato extrajudicial de um homem desarmado que claramente não apresentava nenhuma ameaça eminente.”

Al-Sharif teria tentado atacar um soldado israelense com uma faca quando foi baleado e ferido, ficando deitado no chão, imóvel. Alguns minutos depois, o soldado Elor Azaria disparou contra a sua cabeça a cerca de dois metros de distância, matando-o.

“O fato de que o homem esparramado no chão era um terrorista, que planejava tirar a vida dos soldados das Forças de Defesa de Israel na cena, não justifica a ação desproporcional”, declarou a juíza militar Coronel Maya Heller em janeiro deste ano, ao considerar Azaria culpado.

A ação, que foi capturada e divulgada em vídeo pelo Centro de Informações Israelense para os Direitos Humanos nos Territórios Ocupados (B’Tselem), gerou um amplo debate em Israel. De acordo com uma pesquisa realizada em março de 2016 pelo Channel 2 de Israel, 57% dos israelenses eram contra a condenação de Azaria.

O vídeo pode ser visto abaixo, mas as cenas podem ser consideradas fortes para alguns leitores.

*Com informações da RT