Venezuela propõe reunião com países para tratar da Amazônia e oferece ajuda

por Pedro Marin | Revista Opera

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(Foto: WikiCommons)

A República Bolivariana da Venezuela, por meio do seu ministro de Relações Exteriores, Jorge Arreaza, propôs nesta sexta-feira (23) a realização de um encontro dos países-membro da Organização do Tratado de Cooperação Amazônica (OTCA) para tratar da questão das queimadas e incêndios na Amazônia.

De acordo com o comunicado, enviado por Arreaza para a secretaria permanente da OTCA, María Alexandra Moreira, o propósito do encontro é “abordar e tomar as ações pertinentes sobre os acontecimentos que vem se apresentando em grande parte da Região Amazônica, derivados dos terríveis incêndios que devastam grande parte da vegetação, afetando a população indígena, os ecosistemas e a diversidade biológica da zona considerada o pulmão vegetal do planeta Terra.”

O comunicado ressalta também que, como já foi expressado, a Venezuela, “no marco da irmandade sul-americana e como integrante da comunidade amazônica”, oferece sua ajuda aos países para controlar as queimadas.

A Organização do Tratado de Cooperação Amazônica, com sede em Brasília, é uma organização intergovernamental composta por Bolívia, Brasil, Colômbia, Equador, Guiana, Peru, Suriname e Venezuela.

Documento assinado pelo ministro de Relações Exteriores da Venezuela, Jorge Arreaza.

Trump e israelenses também oferecem ajuda

Frente à pressão de países europeus sobre a questão amazônica, em especial do presidente francês Emmanuel Macron, que propôs tratar do tema que chamou de uma “crise global” no encontro do G7, neste final de semana, o presidente norte-americano Donald Trump falou com o presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, e declarou via Twitter que “os Estados Unidos podem ajudar com os incêndios na Amazônia”.

De acordo com o jornal Folha de São Paulo, uma ajuda israelense também estaria sendo estudada pelo governo brasileiro. “Neste momento, israelenses e americanos, por sua vez, estão dedicados a entender qual o tamanho do problema enfrentado pelo Brasil e se eles teriam condições de enviar tecnologia e pessoal para a região amazônica”, diz o jornal.