PrincípiosEditoriais

Por um jornalismo radical, contra-hegemônico e independente.

Princípios

RADICAL

porque nosso trabalho é orientado pela máxima de Rodolfo Walsh, o prócere do jornalismo argentino que, após denunciar os desmandos da ditadura em seu país, no seu violento ofício de escrever procurou no gatilho de fuzis sílabas que dessem conta da realidade que vivia: “a verdade não só se conta; se milita.” E ela não cabe em notícias assépticas escritas em redações sujas.

CONTRA-HEGEMÔNICO

porque compreendemos o mundo do jornalismo, das ideias, dos discursos, como um campo de batalha. Se é certo que nesta guerra não temos um exército numeroso, poderoso, bem-armado, é também verdade que em pequenas escaramuças, armados da razão, da ousadia e da verdade, vamos aos poucos consolidando nossas próprias bases e fazendo o inimigo recuar.

INDEPENDENTE

porque não somos nada senão o produto da vontade de fazer um jornalismo comprometido com a justiça, encontrado por leitores igualmente comprometidos; é deles, e só deles, de quem temos apoio financeiro. Não viemos de um meio privilegiado por conexões que nos favorecem. Não somos parte de nenhum circuito cultural, social ou político de ONGs, empresas ou políticos. Nenhum dos membros de nosso conselho editorial é também membro de partido.

Nossa produção é focada na análise política do Brasil, feita sempre por meio do pensamento estratégico, sob a luz do realismo político, e na cobertura e análise da política internacional. Entendemos que aos leitores, em uma época de conectividade global, não interessa ter uma torrente contínua de “fatos” em abstrato e desconexos. Queremos dar a nosso público as ferramentas para compreender o mundo, não uma descrição crua dele, que muda dia-a-dia. Aos fatos é preciso fermento. Quanto à política internacional, entendemos que ela tem enorme peso sobre a nossa realidade. Ainda assim, no Brasil o noticiário internacional é completamente fabricado por grandes agências de notícias em países centrais, e depois replicado acriticamente em nossos jornais que, moldando nossas visões sobre o mundo, moldam também nossas opiniões sobre o Brasil. Para as grandes redações brasileiras, basta repetir as grandes redações estrangeiras. Para nós, não.

i.

Rejeitamos a ideia de “imparcialidade jornalística”. Para nós essa ideia, já superada até mesmo nas escolas de jornalismo, busca somente mascarar as premissas ideológicas sob as quais o jornalismo é feito. Desta maneira, tornamos público que nossa cobertura – seja a de caráter jornalístico, ou nossas colunas de opinião e artigos – é feita a partir de um ponto de vista de esquerda radical e anti-imperialista, com o fim de disputar as narrativas midiáticas hegemônicas e servir como representante de uma posição política. Ainda assim, a Revista Opera tem como princípio a busca pela verdade e a precisão; nos interessa colocar os fatos em questão, não em cena. Somos por jornais de combate disputando o público.

Ii.

Estimulamos a diversidade de opiniões e a liberdade de nossos colaboradores – desde que submetida aos princípios editoriais da Opera. Desta maneira, a Opera não é ligada a nenhum partido ou organização, ainda que nossos colaboradores possam ser.

Iii.

Somos financiados principalmente por nosso público leitor, por meio de campanhas de financiamento contínuo e venda de livros. Não aceitamos o apoio de grandes empresas, partidos, ONGs, think-tanks ou políticos.

IV.

Somos comprometidos com a colaboração com outros veículos independentes. Dessa maneira, sempre estamos abertos, a depender da linha política, a parcerias. Nosso conteúdo é livre para republicação, desde que com a citação dos créditos do autor e da revista.

V.

Acreditamos que a um jornalismo de novo tipo compete também uma nova forma. Assim, somos entusiastas do novo jornalismo latino-americano, da crônica, do perfil, do artigo de profundidade. Em tempos de fragmentação da atenção e textos curtos, acreditamos que não falta gente disposta a ler; faltam textos que disponham gente. Somos por um jornalismo que envolva o leitor na verdade extática, não um que o jogue em tubos de ensaio de “fatos”.

ConselhoEditorial

Pedro Marin

Editor-chefe

Fundador da Revista Opera. Foi articulista e correspondente internacional. É autor de "Golpe é Guerra - Teses para enterrar 2016" e co-autor de "Carta no Coturno - A volta do Partido Fardado no Brasil."

André Ortega

Colunista / Redator

Leitor ávido, foi correspondente da Revista Opera junto aos rebeldes no leste da Ucrânia em 2015 e escreve na “Coluna do Ortega.” É co-autor de "Carta no Coturno - A volta do Partido Fardado no Brasil."

Mariana Nogueira

Produtora / Fotógrafa

É formada em Ciências Sociais pela Universidade de São Paulo, produtora e fotógrafa da Revista Opera.

Colaboradores

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Jornalista responsável: Pedro Augusto Marin – 0088924/SP